sábado, 21 de fevereiro de 2009

Pérola Negra invoca deuses e religiosidade

Perola NegraEscola foi à Índia para contar história da busca por "pedra sagrada". Carnavalesco queria mostrar que verdadeiro tesouro está no folião.

O folião que acompanhou o desfile da Pérola Negra na madrugada deste domingo (22) no Sambódromo do Anhembi descobriu, após uma viagem à Índia, que o maior tesouro é o amor à escola. Foi essa a proposta do carnavalesco, que invocou deuses hindus e agitou a arquibancada.

Ele busca uma pérola sagrada durante viagem por todo o país até descobrir que o tesouro procurado estava dentro do seu próprio coração. O carnavalesco André Machado disse que, na avenida, quem representa o protagonista da história é a bateria, com seus 200 ritmistas comandados por Mestre Pateta.

Cada um dos cinco carros da escola passou por um local ou característica do país. No abre-alas "A carruagem do sol", o deus Surya, que representa o sol orientava o início da viagem. No segundo carro, a escola invocou o deus Durga. Houve ainda espaço para o budismo no terceiro carro, para a cidade de Goa na quarta alegoria e, por fim, para a representação do Taj Mahal no último carro.

Cada um deles representou um lugar por onde o viajante da história passou. “O personagem que criei está sonhando e acorda na Índia, por onde vai andar até encontrar um tesouro, que é uma pérola símbolo do amor. Em sua trajetória ele vai encontrar deuses, conhecer a cultura da Índia, até descobrir que a pérola não é material, mas o amor que o personagem tem pela escola e não sabe”, disse o carnavalesco.

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